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Linfoma

Linfoma

O que é o Linfoma?

Os linfócitos são células do grupo branco que normalmente protegem o corpo como parte do sistema imunitário.
Ocasionalmente ocorrem mudanças nestas células que tornam-se destrutivas e reproduzem-se sem qualquer controlo. Este é um tipo de cancro, maligno que chamamos Linfoma ou Linfossarcoma.
Cães e gatos podem desenvolver um linfoma. Boxers, Golden Retrievers e Basset Hounds são das raças mais predispostas a padecer este tipo de cancro.


O que é que provoca um Linfoma?

A causa exata porque aparece não é conhecida.
Os gatos que são positivos para o Vírus da Leucemia Felina são muito mais predispostos a desenvolverem um Linfoma.


Quais são os sinais do aparecimento de um Linfoma?

Os sinais clínicos podem variar, depende da zona do corpo afetada. No Linfoma generalizado o seu animal de estimação pode ter os gânglios linfáticos aumentados de tamanho, por trás da articulação temporo mandibular, por trás dos joelhos, e noutros locais do corpo. O animal pode parecer relativamente saudável ou mostrar-se letárgico, perda de apetite e perda de peso.
O linfoma mediastinal desenvolve-se dentro do tórax. Os animais com este tipo de linfoma podem demonstrar sinais de tosse e dificuldade em respirar.
Quando o linfoma se situa no trato gastrointestinal, estes animais podem demonstrar sinais de vómitos, diarreia e sangue nas fezes.
Os linfomas podem afetar a medula espinal, rins, olhos, nariz e pele. Os sinais clínicos estão associados ao órgão afetado.
Dificuldades de locomoção no caso do linfoma da medula, aumento da ingestão de água e frequência em urinar no linfoma renal, no linfoma cutâneo aparecimento de nódulos múltiplos na pele.

 
Gânglio linfático hipertrofiado temporomandibular


Como Diagnosticamos Linfoma?

Efetuamos extração de sangue para análises, e teste de Leucemia felina em gatos. Radiografias do tórax e abdómen são necessárias assim como ecografia abdominal para verificar se existem outros órgãos afetados e se existem também gânglios linfáticos aumentados de tamanho.
Fazemos uma biopsia do tecido afetado (gânglio), que é a melhor forma de diagnosticar linfoma. Em certos casos podemos com uma biopsia aspirativa por agulha fina diagnosticar linfoma, introduzido uma agulha e aspirando conteúdo para ser examinado ao microscópio.
Contudo, a melhor forma e mais exata de diagnosticar um linfoma e o tipo é a biopsia, assim como determinar a agressividade do tumor, para nos dar informação importante para o tratamento do tumor posteriormente.

Podemos prevenir o aparecimento do Linfoma?

Não há forma de prevenir o aparecimento do linfoma, mas um diagnóstico precoce pode aumentar imenso a qualidade de vida do seu animal de estimação.
Fazer o teste de Leucemia Felina ao seu gato pode identificar se está em risco de padecer um Linfoma.
Todos os gatos positivos para Leucemia felina devem ser mantidos dentro de casa para não poderem transmitir a outros animais.
Se o seu gato sair para o exterior deve ser vacinado contra a Leucemia felina, se não sair não há necessidade de ser vacinado contra esta doença, mas deve fazer o teste de diagnóstico sempre.

Estados do linfoma:
EstadioI – Linfoma confinado a um gânglio linfático.
EstadioII – Apenas os gânglios de uma zona do corpo estão afectados.
EstadioIII – Todos os linfonodos do organismo encontram-se afectados.
EstadioIV – O fígado, baço, ou mediastino estão afectados.
Estadio V - Afecção do sangue, medula óssea, pele, olho, ou sistema nervoso central afectados.

Uma classificação adicional em A (assintomático) e B (sintomático) pode também ser utilizada.

Como tratamos o Linfoma?

Em certos casos conseguimos com o tratamento do linfoma a remissão, o que quer dizer que os sinais de cancro desaparecem, esta situação é temporária e eventualmente o linfoma volta a aparecer.
Os animais toleram muito melhor a quimioterapia que os humanos, é necessário várias aplicações de quimioterapia em ciclos muito fáceis de tolerar pelos animais tal como foi referido. É necessário fazer análises de sangue para monitorizar a administração da quimioterapia.

O objectivo do tratamento consiste em remissão dos sinais clínicos e não na cura completa. A remissão é definida como a ausência externa de sinais evidentes de linfoma quer ao exame físico, quer no hemograma. Sem tratamento, os cães sobrevivem em média 4 a 6 semanas; se tratados apenas com prednisolona, poderão sobreviver mais algumas semanas. Cães no estadio IIIA têm 80 % de hipóteses de atingirem a remissão, que durará em média 1 ano.


Os agentes quimioterapêuticos devem ser administrados sempre no mesmo dia da semana e os pacientes deverão ser hospitalizados nesse dia. Um exemplo comum consiste em deixar o animal entre as 7 e as 9 am no hospital e recolhe-los a partir das 15 h. Após o término do tratamento de indução semanal, o protocolo é adaptado para intervalos mais largos (protocolo de manutenção). O tratamento é continuado até remissão dos sinais ou até que se atinja 1 ano de tratamento.

Existe uma probabilidade de 20% dos animais evidenciarem efeitos secundários com o tratamento. Na maior parte das vezes consiste em vómitos e diarreias auto-limitantes, que não requerem hospitalização. Menos de 5% desenvolvem vómitos e diarreias severas e um pequeno risco de septicémia e morte.