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Peritonite infeciosa felina - PIF

Peritonite infeciosa felina - PIF

O que é a PIF?

PIF é a principal causa infeciosa de morte em felídeos. Acomete geralmente animais com menos de 3 anos e com mais de 10 anos de idade. Trata-se de uma doença vírica imunomediada que pode tornar-se fatal dentro de poucas semanas. É causada por uma mutação in vivo do coronavírus entérico felino, amplamente disseminado e levemente patogénico. Os animais podem ser portadores assintomáticos da doença (podem possuir a doença sem no entanto esta se manifestar sintomaticamente). Uma vez detectada a doença, a esperança média de vida destes animais é de no máximo dois anos.

Como se transmite a doença?

O vírus da PIF é transmitido pelas secreções orais e respiratórias, através das fezes e possivelmente na urina. A infecção ocorre através da ingestão ou inalação sob condições de contacto íntimo. O vírus sobrevive fora do corpo entre duas e seis semanas, no entanto é facilmente destruído com desinfectantes comuns.

Como evitar a difusão da PIF?

Através do isolamento dos gatos contaminados, de forma a que não contactem com gatos saudáveis, especialmente com gatinhos até ás 6 semanas.

Quais os sintomas da PIF?

Inicialmente, os gatos apresentam sinais clínicos inespecíficos e não localizados como febre, anorexia, perda de peso, diarreia, desidratação, debilidade progressiva, problemas oculares, linfonodos aumentados e sintomas neurológicos.
A PIF caracteriza-se pela presença de uveíte necrotizante, piogranulomas ao redor dos vasos que irrigam o olho, edema da córnea, deslocamento da retina e hemorragias.

Como é diagnosticada a PIF?

O diagnóstico da PIF baseia-se no histórico, nos sinais clínicos e no grande potencial de exposição ao coronavírus, tendo como auxílio exames complementares associados ao exame histopatológico obtido por biopsia.

Existe tratamento para a PIF?

Atualmente não existe tratamento curativo para a PIF, no entanto a punção regular do líquido derramado e a correção do estado hidroelectrolítico permitem aliviar temporariamente os sintomas.
Para melhorar a qualidade de vida dos gatinhos recorre-se à fluidoterapia parenteral, suporte nutricional, transfusão sanguínea e antibióticos.
Infelizmente, na maior parte dos casos é necessário recorrer à eutanásia.