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Tumores Mamários

Tumores Mamários

Os tumores da glândula mamária são as neoplasias mais frequentes em cadelas. Estes tumores ocorrem em cadelas mais velhas que não foram castradas ou que o foram numa idade tardia. Os tumores mamários caninos tendem a ser menos agressivos que os das mulheres, mas a incidência é 3 vezes superior. Não foi encontrada nenhuma predisposição racial para esta doença.


Metade dos tumores mamários caninos são malignos e muitas cadelas têm mais que uma mama afectada. Os factores de risco associados ao desenvolvimento destas neoplasias incluem a não castração, ou a castração tardia. Se a cadela for castrada antes do 1º cio o risco de vir a desenvolver esta neoplasia é inferior a 0.05%, aumentando para 8% após o 1º cio e para 26% após o 2º cio.


A cirurgia (mastectomia) é o tratamento mais indicado para esta patologia. A mastectomia radical não é recomendada, optando-se antes por pela remoção da massa e tecido afectado. Estudos recentes demonstraram que a ovariohisterectomia realizada simultaneamente com a mastectomia reduz o risco de aparecimento de futuros tumores.


Antes de se proceder à cirurgia é recomendado averiguar o estado de evolução que o tumor atingiu e se algum órgão tem o seu desempenho comprometido por essa evolução. Os testes de diagnósticos mais utilizados para essa função incluem o hemograma, bioquímica analítica, urianálise, radiografia de tórax e abdómen, ou ecografia e citologia aspirativa da massa e gânglios linfáticos adjacentes. A citologia aspirativa é um método relativamente indolor e que não necessita de anestesia, enquanto a biópsia é feita por cirurgia com recurso a anestesia.

Quando tratadas apenas com cirurgia, as cadelas com tumores de diâmetro inferior a 3 cm tem uma esperança média de vida de 3 anos. Se os tumores possuírem diâmetros superiores, em 80 % dos casos há recrescimento do tumor com metastização após 1 ano. É muito importante que os tecidos removidos durante a cirurgia sejam enviados para analise histopatológica, pois este exame informa-nos se o tumor era maligno, ou não, se foi completamente removido e se era localmente invasivo e com crescimento rápido. Todos estes factores são tidos em consideração na escolha do tratamento adequado para cada paciente.


Um tumor mamário de diâmetro inferior a 3 cm e que foi completamente removido cirurgicamente e sem evidências de metastização não requer tratamento continuado. Os casos em que o diâmetro for superior a 3 cm e que pertencem a um tipo agressivo de neoplasia é recomendável um protocolo de quimioterapia pós-cirúrgico consistindo na administração de 2 drogas: doxorubicina e ciclofosfamida. Este protocolo implica a administração endovenosa de doxorrubicina de 3 em 3 semanas (3 injecções), ao mesmo tempo que se administra ciclofosfamida por via oral em casa, logo após cada administração de doxorrubicina. Os pacientes necessitarão executar um hemograma uma semana após cada administração de doxorrubicina.. Este tratamento aumentará o tempo médio de vida de menos de 12 meses para 18 meses. Após a administração de 3 tratamentos é efectuada radiografia de tórax para despiste de metástases pulmonares, que caso estejam ausentes, são indicação para 2 novos tratamentos.


Os agentes quimioterapêuticos são administrados sempre no mesmo dia da semana e os animais são hospitalizados logo pela manhã e durante 6 horas. Os proprietários não podem estar presentes durante a administração devido ao risco de exposição aos agentes quimioterapêuticos.


Os efeitos secundários potenciais incluem anorexia (perda de apetite), vómitos, diarreia, leucopénia (diminuição do nº de células brancas). Com este protocolo existe uma probabilidade de 25% de se desenvolverem sinais secundários moderados e autolimitantes e só menos de 5% dos pacientes irão necessitar de hospitalização devido a vómitos e diarréia severa. Existe sempre um pequeno risco de morte devido a septicémia.