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Serviços Disponíveis

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HIDROTERAPIA

A Hidroterapia é o melhor método de fortalecimento muscular, aumento da mobilidade e melhoria da condição corporal, visto ser realizado num ambiente em que praticamente não há suporte de peso, reduzindo o efeito lesivo deste sobre o(s) membro(s) afectado(s). Desta feita, consegue-se promover uma mobilização precoce e uma redução da dor ao mesmo tempo que o animal se diverte com os exercícios realizados dentro da água.

Os benefícios globais dos exercícios aquáticos baseiam-se na capacidade de suporte de peso assistida (diminui-se o peso corporal até 90%), ao mesmo tempo que permitem a total mobilidade de todos os membros. Além disso, a água quente aumenta o fluxo sanguíneo nas articulações, músculos e tecido ósseo, acelerando a cicatrização e a recuperação da função normal. Deste modo, permitem uma melhoria da força, da resistência, do desempenho cardiovascular, da amplitude dos movimentos, da agilidade, do equilíbrio e da propriocepção, sem aumentar a dor pelo suporte excessivo de peso. Todos os pacientes beneficiam desta modalidade, em especial os animais de raças grandes e gigantes, os animais geriátricos e os que apresentam excesso de peso. A realização dos exercícios em ambiente controlado é, também, uma das grandes vantagens da hidroterapia. A temperatura da água deverá oscilar entre os 26ºC-29ºC; temperaturas superiores ou inferiores poderão afectar a função cardio-respiratória e músculo-esquelética.
Com a introdução de exercícios sub-aquáticos, nomeadamente natação e exercícios passivos, é possível diminuir o tempo de recuperação de uma cirurgia de resolução de rotura de ligamentos cruzados de 6 para 2 meses, além de reduzir a probabilidade de complicações pós-cirúrgicas e diminuir o risco de rotura de ligamentos no membro contralateral por sobrecarga de peso.
Os cães despendem uma grande quantidade de energia nos exercícios que envolvem natação, ao mesmo tempo que apresentam dificuldade em “expelir” o calor corporal em excesso. Como tal, as sessões iniciais devem ser curtas, aumentando a sua duração com a melhoria da condição física. Em animais sem alterações cardio-respiratórias e com uma boa capacidade física, as sessões podem ser mais prolongadas.

CRIOTERAPIA

O frio constitui um método excelente para ajudar a controlar a dor e a inflamação no período pós-operatório precoce e após lesões agudas. A crioterapia é benéfica na fase aguda da inflamação, apresentando também vantagens após uma sessão de exercício intenso e durante a reabilitação sempre que existe inflamação. Desta forma, é muito útil sempre que existem regiões inflamadas (avermelhadas, com edema, quentes e dolorosas), sendo usada principalmente nas primeiras 48-72 horas após a formação da lesão. O frio é capaz de penetrar mais profundamente nos tecidos e tem uma acção mais duradoura do que o quente.

A crioterapia provoca constrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo sanguíneo, reduz o metabolismo e a permeabilidade celular da zona lesada, induzindo a diminuição da inflamação e reduz o edema e os espasmos musculares. Outro efeito importante é a analgesia, resultando de uma diminuição da velocidade de condução nervosa induzida pelo frio. Desta forma o frio é capaz de aumentar a amplitude de movimentos, através do controlo da dor e do edema.

A crioterapia consiste na aplicação de placas de frio, cobertas por um saco ou um pano, sobre área afectada; alternativamente poderá usar sacos de ervilhas congeladas que se moldarão perfeitamente ao membro ou coluna. Também existem acumuladores de frio próprios, que poderá congelar ou aquecer no microondas e usar como termoterapia.
Este tipo de terapia está contra-indicada em pacientes com doenças cardíacas ou respiratórias, em feridas abertas durante 48-72 horas e em áreas de isquémia (sem irrigação sanguínea).

O tempo de duração do tratamento varia consoante o meio de distribuição do frio e o tamanho da área a tratar. Os tratamentos não devem ultrapassar os 15-20 minutos e devem ser executados 2-6 vezes por dia. O desconforto do paciente deve ser avaliado, e os tecidos inspeccionados com frequência de forma a evitar queimaduras; a melhor forma de controlar possíveis lesões passa por avaliar a temperatura e a coloração da pele de 2-2 minutos durante as primeiras aplicações. Deverá suspender-se o tratamento se notar uma coloração azul ou a pele ficar extremamente fria. Não deverá esquecer nunca a aplicação de um pano ou papel entre a pele e a fonte de frio.

TERMOTERAPIA

A termoterapia consiste na aplicação de uma fonte de calor na área lesionada. O aquecimento superficial provoca vasodilatação, melhora a circulação nos tecidos superficiais, aumenta a oxigenação e facilita a cicatrização. O aquecimento dos tecidos antes do alongamento permite uma maior extensibilidade e flexibilidade. Além disso, o calor, tal como o frio, diminui os espasmos musculares (efeito relaxante) e alivia a dor. Desta forma, a rigidez articular é reduzida e a amplitude dos movimentos melhorada imediatamente após a aplicação de calor.
Este tratamento está indicado em pacientes com diminuição da amplitude dos movimentos (espasticidade muscular por alterações músculo-esqueléticas ou neurológicas, contraturas, etc.)
O calor não deve ser aplicado na fase inflamatória do processo de cicatrização (até 48 a 72 horas após a lesão ou cirurgia). Além disso, não deve ser usado sobre feridas abertas ou infectadas, em pacientes com insuficiência cardíaca ou com febre. Como fonte de calor podem ser utilizadas botijas de água quente, sacos de cereais ou bolsas de gel próprias, que poderão ser aquecidas no microondas. Deve ser utilizado um pano entre a pele do paciente e a fonte de calor para prevenir a ocorrência de queimaduras. O animal nunca deve ser deixado sozinho e a pele deve ser inspeccionada com frequência; deverá suspender o tratamento se a pele adquirir tons esbranquiçados ou vermelhos. As sessões de tratamento devem durar 10-20 minutos, podendo repetir-se até 3 vezes ao dia.

MASSAGEM

A massagem consiste na manipulação suave ou profunda da pele e músculos durante um determinado periodo de tempo. Trata-se de uma terapia não invasiva, sem efeitos secundários e de fácil aplicação. A massagem permite aumentar o fluxo de sangue arterial, promovendo uma melhor oxigenação dos tecidos e favorecendo os processos de cicatrização; aumenta o fluxo de sangue venoso e melhora a drenagem linfática, permitindo uma diminuição do edema; quebra as aderências que se formam entre os tecidos, aumentando a amplitude de movimentos; alonga as fibras musculares e diminui a transmissão nervosa proporcionando uma ligeira analgesia. Além disso, poderá funcionar apenas como método de relaxamento muscular, aumentando a cooperação do animal e garantindo uma maior eficiência dos exercícios posteriores.

Desta forma, a massagem inicial deve ser suave, superficial e lenta, permitindo acalmar o animal, relaxar os músculos, a melhorar a circulação cutânea e aumentar a drenagem linfática (importante nos pacientes com edemas). Se necessário, poderemos aumentar a força aplicada, passando a uma massagem profunda. Esta permite quebrar possíveis aderências e coágulos de fibrina em estruturas mais profundas; além disso, aumenta a força e resistência muscular.

As massagens devem ser realizadas numa posição confortável para o paciente e num local calmo. No caso de existirem edemas, a região a ser tratada deve ser elevada acima do nível do coração para que a gravidade também promova a drenagem linfática. As contra-indicações das massagens resumem-se a regiões com fracturas instáveis ou infectadas e em tumores. O tratamento com massagens pode iniciar-se no próprio dia da cirurgia ou da lesão traumática e deve ser realizado até indicação em contrário do Médico Veterinário. As sessões devem ter uma duração de 15-20 minutos, com uma frequência de 2-3 vezes ao dia.

CINESOTERAPIA PASSIVA

Na sequência de intervenções cirúrgicas ou em pacientes com problemas ortopédicos crónicos, os exercícios passivos são fundamentais para ajudar a melhorar a amplitude de movimentos e a flexibilidade dos animais. Estes exercícios são produzidos inteiramente por uma força externa, sem contracção voluntária do paciente.
Os exercícios de movimentos das articulações devem ser calmos e controlados, com um movimento constante, amplitude de extensão e flexão confortável, e repetindo o exercício 10-20 vezes, 2-4 vezes por dia. Existem essencialmente quatro tipos de exercícios passivos:

  • PROM - são movimentos sistemáticos de cada articulação independentemente, mantendo as restantes fixas; podem ser realizados com o animal deitado ou de pé; não se deve ultrapassar o ângulo de conforto do animal, ou seja nunca deve forçar ou causar dor.
  • Movimento de bicicleta - consiste em movimentar o membro de forma a descrever um círculo; pode ser realizado com o animal deitado ou em pé; é usado principalmente em pacientes com deficiências neurológicas e sempre que o animal não suporta adequadamente o peso num membro; o principal objectivo é a preservação e aperfeiçoamento dos movimentos articulares, bem como a re-educação da marcha.
  • Alongamento - consiste, essencialmente, na aplicação de uma pressão adicional no final da amplitude normal de movimento (em flexão e extensão), aumentando a flexibilidade e a extensibilidade dos tendões e músculos.
  • Reflexo flexor - trata-se de um estímulo desconfortável aplicado na extremidade dos dedos, promovendo uma contracção activa dos músculos (o animal faz força para remover o membro); é usado principalmente em pacientes com deficiências neurológicas, visto contrariar a atrofia muscular por desuso, melhorar a sensibilidade e ajudar na re-educação da função muscular.

O animal não deve sentir um desconforto excessivo já que pode conduzir a inibição reflexa do movimento, uso limitado do membro, fibrose e atraso no retorno à função normal. O conforto do paciente deve ser assegurado através da realização de movimentos suaves e lentos, usando sempre apoios com alcochoamento adequado.
Os exercícios passivos apenas estão contra-indicados em regiões com fracturas instáveis, luxações, articulações instáveis, osteoporose, tumores, enxertos ou áreas onde a pele está sob grande tensão.

CINESOTERAPIA ACTIVA

Os exercícios activos são uma das modalidades mais benéficas de um programa de reabilitação física. Estes podem ser iniciados mal o paciente deixe de mostrar relutância em apoiar o membro, sinal de diminuição da dor.
Os exercícios activos poderão ser assistidos, permitindo suportar parcialmente o peso do animal e auxiliando-o na sua movimentação quando estão mais fracos ou apresentam relutância em apoiar o membro. Isto pode ser conseguido recorrendo a toalhas ou slings (suportes próprios).

Estes exercícios melhoram a força muscular, a resistência, a função cardiovascular, a coordenação, o equilíbrio, a amplitude de movimento e a funcionalidade do membro. Desta forma, permitem reduzir a rigidez articular e a atrofia muscular, diminuem a claudicação, evitam o excesso de peso e previnem o agravamento da lesão ou o desenvolvimento de futuras lesões. O objectivo dos exercícios activos é restaurar a melhor função motora possível, sendo essenciais em qualquer plano de fisioterapia.

As actividades mais comuns de exercícios terapêuticos activos incluem passeios lentos à trela, marcha sobre passadeira rolante, exercícios simulando um carrinho de mão, dança, exercícios de sentar e levantar, subir e descer escadas, caminhar sobre os cavaletti rails, jogos e exercícios com auxílio de bolas de ginástica, marcha com transposição de obstáculos, movimentos em círculos, espirais ou em forma de “oito”, métodos de encorajamento de suporte de peso e exercícios para melhorar o equilíbrio e a coordenação, através de pranchas de equilíbrio.

 

ESTIMULAÇÃO ELÉCTRICA NEUROMUSCULAR

A estimulação eléctrica neuromuscular (NMES) é uma modalidade comum utilizada na reabilitação física e baseia-se na aplicação de níveis baixos de corrente eléctrica para estimular pequenas contracções musculares. A NMES apresenta vários benefícios, entre eles:

  • Re-educa a função muscular
  • Aumenta o tónus e resistência muscular
  • Aumenta a amplitude dos movimentos
  • Previne ou recupera a atrofia muscular por desuso
  • Controla a dor
  • Acelera o processo de cicatrização (diminui o edema e aumenta a circulação sanguínea local)
  • Diminui os espasmos musculares.

Este tipo de terapia está indicado na recuperação de cirurgias ortopédicas (p. ex. recessão da cabeça do fémur, correcção de luxações da rótula, TPLO) e neurológicas (p. ex. correcção de hérnias discais), nos casos de acidentes vasculares cerebrais ou traumatismos cranianos, na recuperação de traumatismos medulares ou outras doenças neurológicas que causem paralisias, na reversão de atrofias musculares decorrentes de qualquer doença e na redução da dor crónica decorrente de osteoartrite (especialmente a nível do joelho).

As sessões duram 15-20 minutos, sendo necessária a repetição 2 a 5 vezes por semana. A estimulação eléctrica requer uma habituação por parte do paciente podendo haver necessidade de realizar sessões iniciais mais curtas.