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Quais as terapias mais utilizadas para o tratamento da dor?

Quais as terapias mais utilizadas para o tratamento da dor?

Estratégias de gestão da dor para a dor crónica não são um substituto de uma avaliação diagnóstica completa. A dor pode ser um sintoma de uma doença grave subjacente e, se não tratada, pode causar lesão permanente ou morte para o paciente.
Em linhas gerais, o tratamento passa por fazer medicação para diminuir a dor (conhecido como "analgésicos") e para produzir uma perda da capacidade de perceber a dor (conhecido como "anestésicos") sendo que a selecção da droga depende de factores como a idade, raça, espécie, intensidade da dor, e causa subjacente da dor. Boas práticas de gestão e de enfermagem para tornar o animal de estimação confortável (por exemplo, o uso de cama acolchoada)
Existem tratamentos não farmacológicos, incluindo fisioterapia, o uso de ligaduras e a acupunctura podem ser úteis opções adicionais de tratamento para certas condições. Em determinadas patologias, a restrição de exercícios, repouso e controlo de peso podem ser benéficos em algumas situações clínicas.
Podem ser feitas alterações de dieta para tratar a doença subjacente (artoses) e para controlo de peso.
Existem no mercado inúmeros nutraceuticos e suplementos que têm efeitos benéficos, por exemplo, na cartilagem.
Existem muitos analgésicos seguros e eficazes no uso em cães e gatos. No HVP temos ao nosso dispor uma variedade considerável de analgésicos. Os anti-inflamatórios não esteróides são actualmente, a classe de anti-inflamatórios com maior crescimento tanto na Medicina Humana como na Medicina Veterinária, e têm além do efeito anti-inflamatório e analgésico, efeito e antipirético.
Hoje em dia são bastante seguros e os efeitos secundários mais comuns (ulceração gastrointestinal) são hoje em dia minimizados. Nos cães usamos como principais princípios activos o carprofeno ou o firocoxib enquanto no gato usamos o quetoprofeno ou o robenacoxib.
Usamos este tipo de fármacos nas situações de dor ligeira, no entanto, também são úteis em situações de dor moderada ou grave se associados a opiáceos. Para dor ligeira, usamos os opioides agonistas-antagonistas, tais como o butorfanol e a buprenorfina associados a AINES.
Os opiáceos caracterizam-se por produzir analgesia sem perda de propriocepção ou consciência e por serem o meio sistémico mais eficaz no controlo da dor aguda e pós-cirúrgica.
Usamos como agonistas puros a morfina e o fentanil. Estes fármacos são usados em casos de analgesia endovenosa, epidural e local, sendo as suas aplicações, sobretudo, em casos de dor moderada a severa. Na prática clínica, o grande desafio é o tratamento da dor severa que acontece frequentemente em alguns tipos de intervenções, nomeadamente, craniotomias, hérnias de disco, cervicais, toracolombares e ainda em cirurgias com fracturas múltiplas. Neste tipo de intervenções, o uso de protocolos analgésicos combinados é, muitas vezes, necessário. Exemplos disso mesmo são as combinações de fármacos, opioides com ketamina e lidocaína, e ainda combinações de analgesia endovenosa com analgesia epidural. Todas estas opções variam de indivíduo para indivíduo e têm como objectivo primordial o controlo da dor e o máximo de conforto para o paciente
Uma correta analgesia pode ser obtida através de uma terapêutica multimodal, isto é, através da combinação de analgésicos de diferentes classes farmacológicas que actuam em diferentes locais e receptores impedindo, a diferentes níveis, a transmissão da dor, sendo que a co-administração simultânea das diferentes classes apresenta efeitos analgésico sinérgico quando administradas simultaneamente permite reduzir as doses de cada uma, reduzindo efeitos secundários.
A lógica por trás da analgesia multimodal resulta do facto de que a inibição de nocicepção pode ser conseguida em diferentes pontos ao longo do caminho da dor aferente através de mecanismos distintos.

Permite tirar vantagem das diferenças entre os fármacos, nomeadamente no que diz respeito ao seu tempo de acção, mecanismo e potência.
Outro aspecto importante para um maneio da dor eficaz, é a redução de factores de stress e ansiedade a que o animal é exposto no ambiente hospitalar (manipulação excessiva, internamento pré-cirúrgico prolongado, presença de outros animais.
Em 2008, nos Estados Unidos da América, o valor de mercado relativo ao maneio farmacológico da dor em animais de companhia estimava-se ser de $200 milhões. O objetivo terapêutico no tratamento da dor de pacientes terminais, ou pacientes com dor intratável secundário a uma condição não diagnosticada, deve ser a melhoraria da qualidade de vida do paciente, minimizando reacções adversas. Quando utilizado preventivamente, a analgesia equilibrada ajuda a (1) prevenir ou inibir a cirurgia induzida por sensibilização do nociceptor periférico (inflamação) e alterações neuroplásticas dentro da medula espinal, (2) impedir o desenvolvimento de taquifilaxia (isto é, perda de eficácia); (3) suprimir a resposta ao stress neuroendócrino à dor e à lesão, e (4) convalescença curta através de da melhoria do tecido (diminuição processo catabólico), a manutenção da resposta imune (redução de infecção) e a mobilidade do paciente melhorou. Multimodais estratégias analgésicas são igualmente aplicáveis na gestão aguda ou crónica síndromes dolorosas refractárias.