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O que distingue dor crónica de dor aguda?

O que distingue dor crónica de dor aguda?

A dor aguda é considerada fisiológica, ou seja é uma resposta normal (secundaria a estímulos nocivos), possui origem visceral ou somática, é normalmente localizada e serve como mecanismo de protecção, ocorrendo pelo surgimento de um evento traumático e dissipando-se durante a cicatrização.
A dor crónica é uma dor patológica, é intensa e incessante e resulta de um desconforto prolongado, é característica de alterações músculo-esqueléticas e neurológicas, não apresentando qualquer papel benéfico, ocorrendo mesmo após a fase de cura do organismo, quer por perda de uma parte do corpo, quer pela extensão do trauma e subsequente formação de cicatrizes, quer pelo envolvimento do sistema nervoso que se torna incapaz de retomar o seu estado normal. 
Durante muito tempo a dor persistente foi interpretada sempre como consequência de uma doença ou lesão de base e, desta forma, muito se investiu no tratamento da dor como apenas um sintoma. Actualmente, a dor crónica é estudada como uma entidade clínica específica, ou seja, a dor como doença e não apenas como um sintoma. Podemos classificar a dor crónica em dois tipos, a dor nociceptiva, que ocorre após a estimulação directa de receptores de dor nos tecidos e a dor neuropática, que ocorre secundária à lesão de um nervo periférico ou central. Muitas das dores crónicas são consideradas hoje como neuropáticas, ou seja, decorrentes de alterações dos mecanismos de geração e transmissão da dor no sistema nervoso.
Não é só a duração da dor aguada que distingue da crónica mas a incapacidade do corpo em restaurar as suas funções fisiológicas normais e ainda, a ocorrência de recidiva após o tratamento com analgésicos comuns, como opiáceos, opioides e anti-inflamatórios não esteróides.
É um tipo de dor que não exerce nenhuma função biológica vantajosa, sendo debilitante, prejudicial e comprometedora da qualidade de vida do paciente.