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O cão hiperactivo

O cão hiperactivo

1 – A hiper sensibilidade: O animal é hiper vigilante, reage a tudo, é incapaz de “filtrar”as informações recebidas.

2 – A hiper actividade: o animal possui um comportamento motor hipertrofiado, impulsivo, desorganizado.

O que é um cão Hiper activo?

O cão Hiper sensível – Hiper activo é descrito pelos donos como um cão “cheio de energia”, “impulsivo”, “incansável”, “bruto”, “incontrolável”, “um furacão”… As queixas mais frequentes dos donos de cães hiper activos – hiper sensíveis são:

  • Destruições: destrói na presença e/ou ausência dos donos.
  • Vocalizações: ladra sem razão aparente
  • Aprendizagens básicas difíceis: por exemplo, para o asseio, como tudo o estimula “esquece-se” de fazer no exterior (meio hiper estimulante) para fazer num meio mais calmo (dentro de casa).
  • Excitação: cão que reage a tudo, que dorme pouco.
  • Exploração oral muito aumentada: ingestão de corpos estranhos, ausência de saciedade alimentar.
  • Ausência da inibição da mordedura aos 2 meses de idade: não adquiriu controlo da força da mandíbula; cão que mordisca muito e magoa.
  • Estereotipias: cão que anda, por exemplo, à volta da cauda.
  • Agressividade: numa primeira fase, não deverá ser considerado agressão, apenas ausência da inibição da mordedura, mas poderá evoluir para tal.
  • Satiríase: montas frequentes.
  • Distúrbios relacionais com os outros cães: sendo incapazes de respeitar um ritual de comunicação, por não conhecerem a subtileza deste, entram em contacto com os outros cães de forma impulsiva e bruta, provocando, muitas das vezes, reacções de rejeição e até de agressividade.

Em consulta:

A maioria dos cães com síndrome de Hiper sensibilidade – Hiper actividade apresenta uma exploração oral exacerbada, um comportamento desorganizado, saltando vezes sem conta sobre as pessoas presentes, tentando subir para cima da mesa, mordiscando médico veterinário e dono ao contacto, não controlando a sua força.

- A intensidade dos sintomas pode variar de um indivíduo para outro.

- Podem co-existir patologias comportamentais que levam o animal a ter um comportamento inibido em determinadas situações, como por exemplo no veterinário.

Epidemiologia:

Um limiar de reactividade sensorial extremamente baixo constitui o ponto-chave deste quadro clínico.

Estímulos visuais, tácteis ou auditivos de baixa intensidade vão desencadear respostas motoras caracteristicamente hipertrofiadas.

A aquisição desse limiar de reactividade sensorial ocorre nas primeiras semanas de vida. Estudos realizados mostraram que cerca de 85% dos cachorros estudados com essa patologia foram criados em meios pouco estimulantes e separados precocemente da mãe ou de qualquer outro cão adulto educador.

72% destes animais foram adquiridos entre 5,5 e 8 semanas de idade e nunca foram repreendidos pelos donos quando mordiscavam.

Há um desenvolvimento defeituoso dos mecanismos inibidores responsáveis pela coordenação e controlo das actividades motoras fazendo com que não exista modulação da resposta do animal.

Diagnóstico:

  • Estádio 1: Cão hiper vigilante com actividade permanente, não controlada, improdutiva, que aos 2 meses de idade ainda não adquiriu a inibição da mordedura.
  • Estádio 2: Estádio 1 + diminuição do tempo global de sono e ausência da saciedade alimentarAs melhorias espontâneas ocorrem muito excepcionalmente.

Evolução:

Na maioria, o quadro clínico toma duas formas possíveis:

- ⅔ evoluem para um quadro de ansiedade;

- ⅓ evoluem para um quadro de hiper agressividade secundária.

Prognóstico:

Depende, evidentemente, do estádio da patologia e da existência ou não de hiper agressividade secundária, mas o ponto mais importante de todos será a idade do animal no início do tratamento (antes ou depois da puberdade).

A detecção precoce é fundamental para o sucesso terapêutico. Depois da puberdade o prognóstico será mais reservado.

Cuidado! No cachorro, os problemas são muitas vezes atribuídos à idade minimizando-os.

Prevenção:

  • Criador:

- Selecção dos cães reprodutores (cães equilibrados que não padeçam de nenhuma patologia comportamental).

- O nível de estimulação do meio deverá ser rico.

- Presença da mãe e/ou cães adultos educadores até à venda dos cachorros que nunca deverá ser antes das 8 semanas da idade.

  • Na consulta vacinal:

- Avaliar rapidamente o cachorro, se ele padecer da síndrome Hs– Ha, tratá-lo quanto antes.

- Avisar os donos para que estes não permitam que o cachorro mordisque as mãos. Durante o jogo, quando o cachorro perder o controlo, aconselhá-los para romperem qualquer contacto com o cachorro ou imobilizá-lo se possível.

- Favorecer as aprendizagens com recompensas e evitar castigos físicos que só vão aumentar o nível de excitação do animal.