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Gastroenterite Hemorrágica Canina

Gastroenterite Hemorrágica Canina

O que é a Gastroenterite Hemorrágica Canina?

A Gastroenterite Hemorrágica é uma patologia canina de aparecimento súbito. Os sintomas clínicos mais significantes deste tipo de gastroenterite são os vómitos e/ou a diarreia contendo quantidades variáveis de sangue. O sangue pode apresentar-se sob duas formas, sendo em natureza (vermelho vivo) ou digerido (vermelho escuro a acastanhado).

Como é diagnosticada a Gastroenterite Hemorrágica Canina?

O diagnóstico é feito por exclusão de partes, tendo primeiramente que ser consideradas outras causas e patologias de diarreia com sangue. Outras possíveis causas englobam úlceras, trauma, tumores ou obstruções gastrointestinais, corpos estranhos, doenças infecciosas, e desordens de coagulação. Para avaliação destas outras causas poderão ser necessários testes laboratoriais como por exemplo: Hemograma completo, bioquímicas séricas, urianálise, radiografias, provas de coagulação, exames coprológicos, ecografias, e endoscopia ao aparelho gastrointestinal. Devido aos custos económicos que alguns destes testes possam representar, é por vezes prudente, iniciar um teste terapêutico e terapia de suporte aguardando alguma resposta positiva.
A gastroenterite hemorrágica canina é mais frequente em cães de raça pequena. O Hemograma é normalmente caracterizado por um hematócrito elevado (contagem de glóbulos vermelhos). A maioria dos cães em estado normal, apresentam hematócritos entre 37 a 55%, enquanto cães com gastroenterite hemorrágica apresentam hematócritos da ordem dos 60%, sendo esta contagem anormalmente elevada a principal pista para o diagnóstico.

O que causa a Gastroenterite Hemorrágica Canina?

A causa exacta desta patologia permanece desconhecida.

Em que consiste a terapêutica?

Cães com este tipo de gastroenterite, tendem a estar profundamente doentes, e quando não tratados em tempo útil poderão vir a sucumbir. Na maior parte dos casos, o curso da doença é de apenas alguns dias quando atempadamente acompanhada, tratada, e fornecida terapia de suporte. A fluidoterapia endovenosa e agressiva é de longe o ponto mais importante na terapêutica. A administração de fluidos por via subcutânea, não deverá ser considerada, pois não é adequada ás necessidades de fluidos requeridas pela maior parte dos animais.
Se não for instituída uma fluidoterapia adequada, o hematócrito do animal continuará com valores elevados, e tenderá mesmo a subir devido á desidratação. Eventualmente esta desidratação dará origem a um sangue mais viscoso que terá maior dificuldade em circular nos vasos, agravando a situação clínica com má perfusão dos tecidos. Neste momento, o animal estará potencialmente predisposto a uma desordem de coagulação fatal denominada de Coagulação Intravascular Disseminada. Uma vez atingido este estado, a situação clinica é normalmente irreversível resultando em morte.
Uma terapia adicional e de suporte inclui normalmente antibioterapia e medicação antiulcerativa.