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Epilepsia em cães e gatos

Epilepsia em cães e gatos

As convulsões, vulgarmente associadas à epilepsia, podem ter numerosas causas. De facto, as convulsões podem ter origem intra-craniana ou extra craniana.

 Causas de convulsões intra-cranianas

-Anomalis congénitas (de nascença): hidrocefalia, lisssencefalia

-Neoplasias cerebrais

-Doenças inflamatórias: meningoencefalite

-Doenças vasculares: hemorragia, enfarte

-Doenças degenerativas

-Epilepsia primária 

Causas de convulsões extra-cranianas

-Toxinas

-Hipoglicémia

-Doenças do fígado

-Hipocalcémia

-Desequilíbrios electrolíticos

-Hiperosmolaridade

-Insuficiência renal

Para se perceber a causa das convulsões é importante realizar uma boa história clínica, pois algumas das causas de convulsões são mais comum em animais jovens, outras em animais adultos, outras têm evolução rápida…

Depois de realizado um exame físico cuidado é necessário proceder a exames complementares ao sangue, electrocardiograma e radiografias para excluir progressivamente causas de convulsões. Se todos os exames complementares se revelarem normais restam a neoplasia cerebral que pode ser confirmada por ressonância magnética e a epilepsia promária que é um diagnóstico de exclusão, isto é, um animal considera-se diagnosticado com epilépsia primária se todas as outras causas de convulsões tiverem sido eliminadas.

Tratamento

O tratamento deve ser dirigido à causa da convulsão (ex: tratar a Diabetes). No caso de epilepsia primária o tratamento é feito com medicamentos por via oral podendo ser necessário mantê-lo durante toda a vida do animal.

Prognóstico

O prognóstico é variável e depende da causa subjacente da convulsão. Assim, é mau no caso de neoplasia cerebral e razoável no caso de epilépsia primária. Nesta última situação é irrealista pensar que se vai conseguir eliminar as convulsões por completo, sendo que o objectivo é espaça-las no tempo o mais possível e torná-las menos violentas e com menor duração.

Felizmente os cães epilépticos podem ter uma boa qualidade de vida quase não se apercebendo da sua doença.