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Canal arterial persistente (PDA)

Canal arterial persistente (PDA)

O que é ?

A persistência do canal arterial é a segunda patologia cardíaca congénita do cão mais comum na Europa e a primeira nos Estados Unidos da América. Existindo também nas pessoas, resulta da falha no fecho do canal arterial, que durante a vida fetal, tem como função desviar sangue da artéria pulmonar para a artéria aorta, evitando assim os pulmões ainda não funcionais. Normalmente, este canal ainda presente à nascença, fecha nos primeiros dias de vida. A sua presença na vida adulta leva a alterações graves da circulação sanguínea, resultando frequentemente em insuficiência cardíaca e morte no primeiro ano de vida.

Como se diagnostica?

O seu diagnóstico é relativamente fácil sendo habitualmente acompanhado de um sopro cardíaco característico (sopro contínuo). Basta para isso uma auscultação cardíaca cuidada aquando das primeiras visitas ao veterinário. Este sopro é mais audível por baixo da axila esquerda, motivo pelo qual se esta região não for auscultada, tal sopro poderá escapar à detecção. As radiografias de tórax ou um exame electrocardiográfico podem revelar alterações compatíveis com esta patologia, mas o diagnóstico definitivo é obtido por meio de uma ecografia ao coração, ecocardiografia.

Que sinais/sintomas posso observar?

Os primeiros sinais poderão ser cansaço, intolerância ao exercício, tosse, dificuldade em respirar. Em alguns casos muito leves, a expectativa de vida poderá ser normal e nunca serem observados sintomas, mas frequentemente tal anomalia leva a alterações cardíacas graves e morte no primeiro ano de vida.

E pode-se tratar? Tem cura?

Se detectada e tratada a tempo, trata-se da única patologia cardíaca no cão em que actualmente podemos aspirar a uma cura. Para isso é necessário fechar o canal antes que ocorram danos cardíacos irreparáveis, mais uma vez sublinhando a importância de uma detecção precoce. Para tal, existem actualmente duas opções à nossa disposição. A cirurgia, em que uma ligadura é feita à volta do canal, é muito eficaz, apesar de invasivo sendo necessário abrir o tórax.
A outra opção, que actualmente tem vindo a substituir a cirurgia na maior parte dos centros de referência em cardiologia veterinária onde se encontra disponível, consiste na implantação de um dispositivo no interior do canal, por meio de cateterismo cardíaco. Com esta técnica, todo o procedimento é efectuado por meio de catéteres introduzidos pela artéria femural, até ao canal arterial. Trata-se de um método muito menos invasivo em relação à cirurgia, efectuando-se apenas uma pequena incisão no interior da coxa para aceder á artéria. Ambos os métodos são eficazes no tratamento desta patologia e recomendados em todos os casos, o mais precocemente possível.