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Dirofilariose

Dirofilariose

A Dirofilariose é uma doença provocada pelo parasita Dirofilaria immitis, que cada vez mais afeta cães e gatos no nosso país, sendo frequente na região da Grande Lisboa, Algarve e Região Centro, nomeadamente, distritos de Aveiro e Coimbra. Este parasita é também chamado de parasita do coração, pois é nesse órgão, assim como nas artérias pulmonares (vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração até aos pulmões), que este se aloja na sua forma adulta e onde permanece por longos períodos de tempo.

Esta doença é transmitida pela picada de um mosquito que tenha ingerido sangue de outro animal infetado. Ao picar, e enquanto o mosquito se alimenta, as larvas saem do aparelho bucal destes insetos e escavam galerias na pele do animal, atingindo a corrente sanguínea. Aqui, sofrem diversas alterações até que atingem a forma adulta. É nesta fase que se deslocam para o coração e onde se reproduzem. Os parasitas adultos podem atingir cerca de 30 cm de comprimento e produzir milhares de novas pequenas larvas diariamente.

A grande incidência desta doença está intimamente ligada com o facto de esta não apresentar sintomas até já estar numa fase bastante avançada. Os sinais clínicos devem-se à presença dos parasitas adultos no coração e na artéria pulmonar. As artérias pulmonares tornam-se mais espessas e inflamadas, perdendo a sua capacidade de distensão, o que provoca um aumento do esforço do coração para fazer o sangue passar através destes vasos. Podem também afetar os pulmões, rins, fígado e células sanguíneas.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Tosse;
  • Perda de peso;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Menor tolerância ao exercício;
  • Outros sintomas de insuficiência cardíaca (acumulação de líquido na cavidade abdominal, perda de peso…).

No gato, as infestações por este parasita são menos frequentes que no cão. No entanto, os sintomas, quando presentes, são geralmente mais graves. O diagnóstico é mais simples no cão do que no gato. É realizado através de uma análise de sangue que depois é observado ao microscópio e através de um kit rápido (que deteta proteínas libertadas pelas fêmeas adultas do parasita). Nos animais infetados, deve fazer-se uma análise de sangue mais completa, radiografias torácicas e ecocardiografia. O tratamento consiste em duas etapas distintas: primeiro faz-se a eliminação dos parasitas adultos e, numa segunda fase, procede-se à eliminação das larvas circulantes.

A prevenção da Dirofilariose é a melhor opção. No entanto, nenhum programa preventivo deve ser iniciado, sem que o seu Médico Veterinário determine se o seu animal tem ou não vermes no coração. Se não tiver, pode iniciar-se o tratamento preventivo, que é feito através da administração mensal de 1 comprimido, da aplicação mensal de um medicamento sob a forma de spot on ou através duma injeção anual. Deve ter em atenção que os mosquitos estão mais ativos durante os meses de calor e ao final da tarde. Mesmo que o tratamento preventivo seja cumprido corretamente, é recomendada a realização de testes de despiste de 2 em 2 anos.

"Prevenir é o melhor remédio!". Fale com o Médico Veterinário sobre esta doença e quais as melhores formas de proteger o seu animal.